quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Alunos acampam na reitoria da UFF e dizem que não sairão até terem suas reivindicações atendidas


Jornal do BrasilAnnaclara Velasco
Rafael Lazari, estudante de Psicologia, contou que o grupo tem tentado há tempos conversar com o reitor, sem resposta. Nesta quarta-feira, os alunos se reuniram com o vice-reitor, Sidney Luiz de Matos Mello, em uma sessão do Conselho Universitário. Segundo Lazari, ao ver que o grupo era muito grande, Sidney esvaziou o Conselho e se recusou a prosseguir com a negociação.



“Na última quarta-feira, fizemos uma ocupação pacífica do jardim da reitoria, onde ficamos acampados até a madrugada de sexta-feira. O reitor não apareceu, mas mandou a Polícia Federal nos retirar do local. Hoje fizemos mais uma tentativa sem sucesso. Tivemos que partir para a radicalização, nossa última instância”, disse o estudante Rafael Lazari, que está no local.
Em nota, a UFF informou que, “a partir da tarde desta quarta-feira, será instaurada a reitoria itinerante dentro da ambiência da universidade em Niterói”. O texto garante que o vice-reitor tentou travar diálogo com os estudantes, que impediram o andamento da reunião e a continuidade do conselho. 
Sobre a gratuidade dos cursos de pós-graduação, Lazari garantiu que já foi feito um plebiscito no ano passado onde 87% dos votos foram favoráveis à gratuidade integral das mensalidades.
“Vamos acampar aqui, pacificamente, até que o vice-reitor atenda as nossas reivindicações”, garantiu o aluno.
Campi do interior
Outra crítica abordada pelos alunos é a falta de estrutura dos campi do interior do Estado, como em Rio das Ostras e em Campos dos Goytacazes. Segundo denúncias dos estudantes, em Rio das Ostras, alunos têm aula dentro de contêineres lotados, sem segurança, além da falta de moradia, bandejão, bolsas e professores.  A estudante de Serviço Social, Raylane Walker, explicou que a faculdade não é um prédio, e sim uma escola cedida pela prefeitura “com 12 salas, que não comportam a demanda de alunos”.


O professor Ramiro critica a política de interiorização da Universidade
O professor Ramiro critica a política de interiorização da Universidade

“A moradia estudantil não tem muros, a falta de professores é imensa. Quando entra professor, entra um substituto, que dá três, quatro matérias. As salas de aula são superlotadas, não tem bandejão, apenas um restaurante privado que não paga nada para prestar o serviço lá dentro. Só ganha o dinheiro”, argumentou Raylane.
A estudante contou que, no dia 25 de maio, alunos fizeram um ato reivindicando a colocação de um sinal de trânsito em frente à faculdade. A prefeitura instalou o sinal, mas não ligou. Na última terça-feira, uma aluna foi atropelada no local e morreu um dia depois. Na quinta-feira, a prefeitura fez a ligação do sinal.
O professor do Departamento de Serviço Social e diretor do Instituto de Humanidade e Saúde, Ramiro Dulcich, também fez críticas à política de interiorização da Universidade. Segundo ele, há muitas questões para se resolver quando se propõe a instalação de pólos universitários no interior do Estado.
“As pessoas muitas vezes não conhecem a realidade local. Deveria haver um espaço da reitoria dedicado à mediação, para ter um diálogo mais efetivo entre os pólos e a sede. A comunicação está muito centralizada na sede. Se a gente quer um saco de cimento, por exemplo, a gente tem que pedir pra sede, que analisa o pedido e manda o saco de tijolo. Demora muito mais e fica muito mais caro”, observou.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Moção de Apoio à Greve Geral da UFPR

Nós, do Coletivo Construção, manifestamos total apoio aos estudantes da UFPR que se posicionaram bravamente a favor dos servidores técnicos e professores de sua Universidade, unindo-se a eles no movimento de greve.

Vemos em todos os lugares propagandas de um país que supostamente cresce bastante, mas não é o que se vê na educação, que teve um corte de 3 bilhões logo no inicio do ano pelo governo Dilma. Afinal, se o crescimento não gera melhorias nos direitos do povo, então, para que serve? Para quem serve?

Somos solidários a essa luta urgente, digna e mais que necessária por uma educação pública, gratuita e de qualidade, além da luta por moradia estudantil, equalização das bolsas de estudo, a ampliação do atendimento do Restaurante Universitário, a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para educação já!, a não privatização do Hospital de Clínicas da UFPR, aumento do piso salarial dos técnicos administrativos, entre outros.

É necessário reafirmar a importância de políticas de assistência estudantil dentro das universidades. Essa é acima de tudo uma disputa do caráter de classe de uma instituição de ensino superior, reivindicá-la é lutar para que o espaço universitário não seja exclusivo a formação das classes dominantes, mas ajudem a possibilitar o acesso da classe trabalhadora à formação superior e à produção de conhecimento em nossa sociedade.

Não podemos aceitar que a educação publica seja sucateada, é necessário que estudantes, professores e funcionários respondam a estes ataques, e a greve UFPR mostra o caminho que devemos seguir: o da resistência e da luta!

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COLETIVO CONSTRUÇÃO

terça-feira, 28 de junho de 2011

Moção de Repúdio, a atitude repressiva do DCE PUCRS durante as eleições de tiragem de delegados do 52º CONUNE


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Moção de repúdio do Coletivo CONSTRUÇÃO, a atitude repressiva do DCE PUCRS durante as eleições de tiragem de delegados do 52º CONUNE

O Coletivo CONSTRUÇÃO entende ser fundamental o combate a violência sexista que é estrutural e cultural na atual sociedade. Por entender isto, viemos através desta moção repudiar e denunciar as cenas de violência ocorridas na PUC RS, na segunda-feira, dia 13 de junho, durante as eleições do 52º Congresso da UNE. O COSNTRUÇÃO condena tal movimento estudantil, que reproduz a violência sexista!

Ao questionar a lisura das eleições realizadas pelo Diretório Central dos Estudantes da PUCRS, as militantes do movimento estudantil, Paola Piumato e Tábata Silveira, foram brutalmente agredidas por membros da gestão desta entidade, sendo uma delas inclusive agredida sexualmente.
Gritos desesperados por socorro e uma porta fechada com a luz apagada em uma salinha, com as duas estudantes e, ao redor delas, homens, membros da gestão, atualmente ligada ao PDT foram divulgados através de um vídeo nas listas dos movimentos sociais: http://www.youtube.com/watch?v=ETjOIS5ldkc

Há anos, este grupo ligado ao vereador Mauro Zacher do PDT-RS, controla a gestão do DCE com graves episódios de coerção a grupos que se colocam como oposição. Temos em mãos a notícia de agressão sistemática a estudantes da oposição, principalmente as mulheres e ameaças de estupro. E o que faremos diante de tal fato? Nos calaremos mais uma vez? Trataremos como um problema individual ou privado? O CONSTRUÇÃO diz NÃO. Devemos unir nossas forças para combater tal prática. A violência contra mulher deve ser combatida em todas as esferas da nossa sociedade e não pode ser usada como arma política para coagir e oprimir a militância estudantil.

Sabemos que, a organização dos estudantes é fundamental  para garantir uma universidade que de fato sirva à sociedade e não aos interesses privados. Se hoje ainda há universidade pública, sem dúvida, isto se deve à mobilização organizada de várias gerações de estudantes que não se calaram diante da injustiça, lutando contra a precarização das condições dos estudantes e até mesmo contra a ditadura militar. Muitos nestes tortuosos caminhos deram a vida ou foram duramente torturados na defesa de um mundo livre da opressão. É este Movimento Estudantil que defendemos não o que reproduz a opressão.
As meninas, gritando por ajuda, representam os gritos por socorros de milhares de mulheres que cotidianamente são vítimas da violência, seja no trabalho, na rua, ou em sua própria casa. A cena torna-se ainda mais assustadora se pensarmos que se deu num contexto do movimento estudantil, como forma de coagir quem se manifestava contrário a prática do DCE.

Esse tipo de prática é muito comum entre grupos que são capazes de qualquer coisa para garantir o controle de entidades do movimento estudantil, colocando seus interesses a frente dos interesses dos estudantes. Nós, do Coletivo CONSTRUÇÃO, defendemos o debate amplo e honesto, garantindo a democracia nos fóruns do movimento estudantil.

O Coletivo CONSTRUÇÃO repudia todas as formas de violência contra a mulher, seja a violência de gênero, a violência moral, a violência sexual, psicológica ou estatal. Repudiamos enormemente qualquer tipo de opressão, em todas as esferas da sociedade. Esse não foi o primeiro caso de violência contra a mulher no Movimento Estudantil. Tampouco será o último, se não combatermos ativamente a esse tipo de prática.

Devemos organizar a luta. É necessário combatermos o machismo e a violência através do impulso as lutas pelo fim de qualquer tipo de violência!
“É imperdoável nossa atitude de indiferença diante de uma das tarefas essenciais da classe trabalhadora. É inexplicável e injustificável que o vital problema sexual seja relegado, hipocritamente, ao arquivo das questões puramente privadas” (Alexandra Kolontai)

  • PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER!
  • PROTEÇÃO A TODAS AS MULHERES AGREDIDAS PELO DCE PUCRS!
  • PELA PUNIÇÃO DOS AGRESSORES DA PUC/RS!
  • UMA OUTRA GESTÃO DIGNA PARA O DCE PUCRS!
  • POR UM MOVIMENTO ESTUDANTIL NA DEFESA DE UM MUNDO LIVRE DA OPRESSÃO!


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COLETIVO CONSTRUÇÃO

quarta-feira, 1 de junho de 2011

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